sexta-feira, 7 de novembro de 2014

IGREJA DETERMINA AFASTAMENTO DE PADRE QUE ENGRAVIDOU ADVOGADA CASADA


O padre Cézar Ribeiro de Freitas foi suspenso de suas atividades ministeriais na Paróquia de São José, em Conselheiro Pena, na região do Vale do Rio do Doce, após ser descoberto que ele mantinha um relacionamento amoroso com uma cristã. Um comunicado oficial foi publicado no site da Diocese de Governador Valadares, nessa quinta-feira (6), justificando aos fiéis o afastamento do pároco. O comunicado é assinado pelo bispo diocesano Dom Antônio Carlos Félix.   De acordo com o assessor de comunicação da diocese, padre Gilberto Faustino, a história foi descoberta em março deste ano, após a Semana Santa, momento em que os católicos dedicam à reflexão de suas atitudes, ao relembrar o sofrimento e morte de Jesus Cristo.   “Foi uma denúncia, a comunidade que fez. A igreja acolhe o que a comunidade diz e a partir daí vai buscar constatar os fatos. O padre foi chamado para conversar e ele confirmou, sendo este o motivo da suspensão”, explicou.
Freitas era pároco na cidade há cerca de três anos e há aproximadamente três meses ele deixou as dependências da Igreja Católica. Faustino garantiu que a diocese mantém contato com Freitas, mas negou saber onde ele está.
A mulher que se envolveu com Freitas também foi ouvida pela igreja, e com exclusividade, ela também conversou com a reportagem. Há um mês de dar à luz a uma menina, a advogada, que era casada há 18 anos, explicou, sem dizer se teve um relacionamento fixo com o padre, que a história veio à tona quando soube de sua gestação.

“Descobri que estava grávida logo no começo. Contei para o meu marido, na época, e nós nos separamos. Depois disso, meu ex foi até Governador Valadares procurar a diocese”, contou a mulher.
Durante todos esses meses, o homem teria cobrado do bispo diocesano de Governador Valadares uma punição para o pároco. Na última semana, a gestante passou mal e o padre foi até a sua casa saber como estavam passando mãe e filha. Isso teria irritado o ex-marido, que chegou a fotografar o encontro e ainda chamar outras pessoas para que pudessem servir de “testemunhas”.

“Mesmo separada, ele chamou quatro pessoas na minha porta para fotografarem e filmarem o pai da minha filha aqui. Ele é uma boa pessoa e se preocupa com o bebê, como qualquer outro pai. Foi uma situação normal, que teve uma repercussão desnecessária”, disse a grávida.
Mãe de dois meninos de 7 e 11 anos, fruto do casamento, a mulher afirmou que as crianças ficaram sabendo de toda a história no começo da sua gravidez.  “É uma situação muito íntima, mas que tomou uma proporção enorme. Muitas pessoas julgam sem saber o que aconteceu e tiram conclusões precipitadas. Além disso, acredito que a igreja tenha exagerado ao publicar o caso com tantos detalhes. Não precisava tanta exposição”, desabafou.
Sem dizer se ainda mantém algum relacionamento amoroso com o padre, a advogada, que tem um escritório na cidade, diz que está focada na profissão e na criação dos filhos.

FONTE: JORNAL DE HOJE